Piloto Passivo-Agressivo
O som de hoje é Old Fashioned do Port Noir.
Não vou facilitar. Tem no Spotify. ;)
Absurdamente eu não montei um blog pra falar de música.
"Ué. Mas e esse nome de blog de músico cabeçudo e e os texto começando tudo falando que o cê tá ouvindo?"
Vai ter muito disso porque tudo pra mim remete a música. Se você me conhece minimamente, você já tá ligado! \o/
Eu montei um blog pra reclamar porque, aparentemente os 240 caracteres do twitter não são mais o suficiente pra mim.
Mas aqui a coisa pode ficar feia. E provavelmente vai porque eu vou falar sobre a quantidade de remédios que eu tenho que tomar, eu vou falar sobre como as coisas me afetam, sobre o quanto me custa fazer as as coisas, vou falar de como é estar preso entre a vontade extrema de fazer o que mais ama por 2 horas e não fazer porque não consegue sair da cama.
Desconfortável, né?
Eu sei o que cê tá sentindo, mas calma. Tá proibido competir sofrimento aqui.
Eu sei o que você sente sobre isso porque eu me dei conta que eu mesmo estava doente de repente.
Até então, presumindo que você que tá lendo isso é saudável, acho que a gente tinha a mesma percepção do que é depressão.
Descobrir que eu era depressivo foi de repente, mas isso não significa que eu adoeci de repente. Hoje, beirando os 35 anos, eu sei que o eu tenho é resultado de uma soma e que o processo para a cura é exatamente a compreensão dessa somatória.
Agora, quando eu coloco isso de maneira fria, técnica até me faz até encarar o processo de maneira ok. Como um detetive de um filme qualquer ligando fotos num quadro com barbante vermelho. É ok.
Até a primeira olhada mais torta. Até a primeira frase atravessada. Quando você se enche com toda culpa do mundo e se pergunta porque é que você tinha que ser aquele monstro de pessoa quando na real você só estava digitando rápido demais e a olhada nem era pra você. Chega a ser cômico de tão absurdo. E, rapaziada, isso aqui é UMA das coisas. Isso é leve.
Coloca isso no ambiente do seu trabalho, por exemplo.
É essa culpa absurda que você vai ter que carregar quando for precisar justificar um erro que você cometeu ou que outra pessoa cometeu.
Pensa nisso por um minuto.
Culpa.
Eu não me acho suficiente.
Suficientemente bonito. suficientemente inteligente, suficientemente esforçado. Essa é a condição.
E tudo o que acontece ao meu redor de ruim ou minimamente fora do planejado, é resultado dessa insuficiência minha. De um encontro terrível a uma negociação razoável, é tudo porque eu não dei conta. Essa é condição número dois. Acho que essas são as condições essenciais sobre o que é culpa pra mim.
Assim, como tudo na vida, essas condições são onerosas [viver gasta né? ;)]. Nesse processo, nessas condições o corpo responde. O pulmão diminui, a visão fica turva e a pressão cai. É batata.
O que eu tenho que fazer? Controlar o corpo pra acalmar a mente. Parece que se eu controlo a respiração tudo volta pro lugar. Tem ajudado.
A doença tem milhares de aspectos e milhares de efeitos. Esse aí é UM. Eu pretendo falar mais sobre porque me ajuda. As vezes eu transformo em música, as vezes em textão de facebook, então decidi concentrar e organizar as ideias.
Esse pode ser o primeiro ou o último texto.
Sem promessas por enquanto.
Um abraço.
Não vou facilitar. Tem no Spotify. ;)
Absurdamente eu não montei um blog pra falar de música.
"Ué. Mas e esse nome de blog de músico cabeçudo e e os texto começando tudo falando que o cê tá ouvindo?"
Vai ter muito disso porque tudo pra mim remete a música. Se você me conhece minimamente, você já tá ligado! \o/
Eu montei um blog pra reclamar porque, aparentemente os 240 caracteres do twitter não são mais o suficiente pra mim.
Mas aqui a coisa pode ficar feia. E provavelmente vai porque eu vou falar sobre a quantidade de remédios que eu tenho que tomar, eu vou falar sobre como as coisas me afetam, sobre o quanto me custa fazer as as coisas, vou falar de como é estar preso entre a vontade extrema de fazer o que mais ama por 2 horas e não fazer porque não consegue sair da cama.
Desconfortável, né?
Eu sei o que cê tá sentindo, mas calma. Tá proibido competir sofrimento aqui.
Eu sei o que você sente sobre isso porque eu me dei conta que eu mesmo estava doente de repente.
Até então, presumindo que você que tá lendo isso é saudável, acho que a gente tinha a mesma percepção do que é depressão.
Descobrir que eu era depressivo foi de repente, mas isso não significa que eu adoeci de repente. Hoje, beirando os 35 anos, eu sei que o eu tenho é resultado de uma soma e que o processo para a cura é exatamente a compreensão dessa somatória.
Agora, quando eu coloco isso de maneira fria, técnica até me faz até encarar o processo de maneira ok. Como um detetive de um filme qualquer ligando fotos num quadro com barbante vermelho. É ok.
Até a primeira olhada mais torta. Até a primeira frase atravessada. Quando você se enche com toda culpa do mundo e se pergunta porque é que você tinha que ser aquele monstro de pessoa quando na real você só estava digitando rápido demais e a olhada nem era pra você. Chega a ser cômico de tão absurdo. E, rapaziada, isso aqui é UMA das coisas. Isso é leve.
Coloca isso no ambiente do seu trabalho, por exemplo.
É essa culpa absurda que você vai ter que carregar quando for precisar justificar um erro que você cometeu ou que outra pessoa cometeu.
Pensa nisso por um minuto.
Culpa.
Eu não me acho suficiente.
Suficientemente bonito. suficientemente inteligente, suficientemente esforçado. Essa é a condição.
E tudo o que acontece ao meu redor de ruim ou minimamente fora do planejado, é resultado dessa insuficiência minha. De um encontro terrível a uma negociação razoável, é tudo porque eu não dei conta. Essa é condição número dois. Acho que essas são as condições essenciais sobre o que é culpa pra mim.
Assim, como tudo na vida, essas condições são onerosas [viver gasta né? ;)]. Nesse processo, nessas condições o corpo responde. O pulmão diminui, a visão fica turva e a pressão cai. É batata.
O que eu tenho que fazer? Controlar o corpo pra acalmar a mente. Parece que se eu controlo a respiração tudo volta pro lugar. Tem ajudado.
A doença tem milhares de aspectos e milhares de efeitos. Esse aí é UM. Eu pretendo falar mais sobre porque me ajuda. As vezes eu transformo em música, as vezes em textão de facebook, então decidi concentrar e organizar as ideias.
Esse pode ser o primeiro ou o último texto.
Sem promessas por enquanto.
Um abraço.
Comentários
Me encaixo no sentir culpa, no não se sentir suficiente e em não achar que valho algo.
Pior de tudo é quando alguém diz pra gente que a gente vale muito e que essa nossa neura de achar que a culpa do mundo é nossa na verdade é só uma forma fofa de não mandar a gente se foder e criar vergonha na cara...
As vezes me pego pensando que seria tudo mais fácil se eu tivesse desistido no primeiro lapso emocional, mas aí caio em mim e solto um leve sorriso em pensar que eu aguentei até aqui! Assim como eu, você vai aguentar também!
Um passo de cada vez, um dia de cada vez! Ações simples como acordar pela manhã e vencer a vontade de ficar lá, no escuro, sem ninguém pra te julgar (apenas sua consciência) é de uma alegria tremenda!
Conta comigo! Nosso teto é de vidro mas nossa alma é de ferro ��
Amo tu!
Paula